terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Última Prova

E porque o aprendiz indagasse sobre o currículo dos exames a respeito do aperfeiçoamento da alma, o mentor esclareceu, paciente:
- Na Espiritualidade Superior, as avaliações de aproveitamento são muitas. Temos as de paciência, de disciplina, de espírito de serviço e de auxílio aos semelhantes, no entanto, ao que me parece, a última é a mais difícil de todas.
- E qual é a última? - indagou o discípulo atento.
O mentor respondeu, em tom decisivo:
- A última prova, no aperfeiçoamento de cada um de nós é a humildade.
Emmanuel
(Agora é o Tempo, 26, FCXavier, IDEAL)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Esperança

Quem goste de pessimismo, e se queixe de solidão, observe se alguém estima repousar no espinheiro.
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Pensa que se não houvesses nascido para melhorar o ambiente em que vives, estarias decerto em Planos Superiores.
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Com a lamentação é possível deprimir os que mais nos ajudam.
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Se pretendes auxiliar a alguém, começa mostrando alegria.
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A conversa triste com os tristes, deixa os tristes muito mais tristes.
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Quem disser que Deus desistiu de amparar a Humanidade, medite na beleza do Sol, em cada amanhecer.
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Se tiveres de chorar por algum motivo que consideres justo, chora trabalhando para o bem, para que as lágrimas não se te façam inúteis.
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Nos dias de provação, efetivamente, não seriam razoáveis quaisquer espetáculos de bom humor, entretanto, o bom ânimo e a esperança são luzes e bênçãos em qualquer lugar.
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Guarda a lição do passado, mas não percas tempo lastimando aquilo que o tempo não pode restituir.
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Quando estiveres à beira do desalento pergunta a ti mesmo se estás num mundo em construção ou se estás numa colónia de férias.
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Deus permitiu a existência das quedas d’água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair em nossas próprias quedas.
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Não sofras pensando nos defeitos alheios; os outros são espíritos, quais nós mesmos, em preparação ou tratamento para a Vida Maior.
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Se procuras a paz, não critiques e sim ajuda sempre.
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Indica a pessoa que teria construido algo de bom, sem suor e sofrimento.
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Toda irritação é um estorvo no trabalho.
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Deixa um traço de alegria onde passes e a tua alegria será sempre acrescentada mais à frente.
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Quem furta a esperança, cria a doença.
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O sorriso é sempre uma luz em tua porta.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Companheiro. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 25 edição. Araras, SP: IDE. 1999.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Observações do Espírito de Verdade

“Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado.” “Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: ‘Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra’, porquanto o Senhor lhes dirá: ‘Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio às vossas rivalidades e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!’ ” “Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão!”
(“O Evangelho Segundo o Espiritismo”
- Cap. XX - 5 - Os obreiros do Senhor.)

“Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: «Vinde a mim, todos vós que sofreis.»”
“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: «Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.» - O Espírito de Verdade. (Paris, 1860).”
(“O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Cap. VI - 5.)

domingo, 2 de outubro de 2011

Economia Internacional

. A oscilação da economia internacional não pode ser sustentada muito mais tempo, assim como a história do seu controlo por intermédio das manipulações ilegais dos Illuminati que também não pode permanecer escondida. Estão a usar processos legais obscuros para manter as suas fortunas obtidas de maneira doentia, deste modo, não podemos dizer quando chegará o colapso económico. No entanto, a ocasião disso acontecer não está muito afastada porque muitas nações estão na bancarrota ou na eminência disso acontecer, e os economistas sabem que não há um suporte financeiro para as transacções financeiras diárias de triliões de dólares e de outras moedas. Quando o colapso chegar, dêem-lhe as boas vindas, estando cientes de que aqueles que irão dirigir o novo sistema estão prontos para isso, e durante a transição irão manter a desorganização a um nível mínimo. Podeis diminuir a ansiedade dos que vos rodeiam permanecendo positivos, e podeis fazer isso confiadamente, sabendo que a Idade Dourada da Terra está mesmo aí, ao virar da esquina, por assim dizer.


Mensagens de Matthew em 10 de Outubro de 2010

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como Combater a Depressão


Oferecemos, com todo o gosto, algumas sugestões “saborosas” que vos podem ajudar a sair da depressão quando a causa é circunstancial:  Durmam o mais que possam. Não tomem drogas anti-depressivas – podem temporariamente aliviar os sintomas enquanto, na realidade, aprofundam a depressão. Bebam muita água pura e sumos de frutos saudáveis; evitem alimentos com aditivos químicos. Façam exercício – caminhar em áreas onde a natureza abunda é restaurador – e a interacção com animais ergue o espírito. Façam uma lista das bênçãos na vossa vida começando pela própria vida. Em vez de se envolverem em discussões, tratem de ver a situação sob a perspectiva do outro – a vossa resposta calma pode afastar a ira dos outros. Evitem “entretimentos” violentos; vejam comédias e espectáculos que agradem ao coração, leiam livros iluminados. Ofereçam-se para actividades de voluntariado dedicadas à caridade. Aprendam uma palavra nova em cada dia. Façam pequenas mudanças na vossa rotina diária. Ouçam música suave, e se tendes talento musical, cantem, peguem no vosso violino ou harmónica. Sorriam muitas vezes – olhem para um espelho e sorriam para vós próprios, depois riam!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Geração Nova


27. - Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.
A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.
Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.
Muito menos, pois, se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as coisas, quando declarava: «Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido.» Assim decepcionados ficarão os que contem ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos.

A Génese, Cap. 18 V27

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O mal a temer

Lamentar-se por quê?... Aprender sempre, sim.
Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas tam-
bém conforme esteja fazendo aquilo que faz.
Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, por-
que o tempo é o juiz de todos.
Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou reti-
ra isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.
A humildade é um anjo mudo.
Tanto menos você necessite, mais terá.
Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e
servir, renovar e aprender, hoje é melhor.
Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abando-
nam os próprios deveres, de  vez que transitoriamente buscam
fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esque-
cer.
O tempo é ouro, mas o serviço é luz.
Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.
Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do
espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.
A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que mui-
ta vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à reno-
vação.

sábado, 17 de setembro de 2011

Carroça vazia



Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele deteve-se numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:
- Além do cantar dos pássaros, estás a ouvir mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo - disse meu pai - é uma carroça vazia.
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora - respondeu meu pai - é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando para intimidar, tratando o próximo grosseiramente, de forma inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: 'Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz'... 

De passagem


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.

"A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente,
e adiam ou esquecem-se de ser felizes."


"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ajudar os Filhos


Emmanuel


Ajuda o teu filho, enquanto é tempo.
A existência na Terra é a vinha de Jesus, em que nascemos e renascemos.
Quantos olvidam seus filhos, a pretexto de auxílio ao próximo, e acabam por fardos pesados a toda gente!
Quantos se dizem portadores da caridade para o mundo e relegam o lar ao desespero e ao abandono?!
Não convertas o companheirinho inexperiente em ornamento inútil, na galeria da vaidade, nem lhe armes um cárcere no egoísmo, arrebatando-o à realidade, dentro da qual deve marchar em companhia de todos.
Dá-lhe, sempre que possível, a bênção dos recursos acadêmicos; mas, antes disso, abre-lhe os tesouros da alma, para que não se iluda com as fantasias da inteligência quando procura agir sem Deus.
Ensina-lhe a lição do trabalho, preparando-o simultaneamente na arte de ser útil, a fim de que não se transforme em alimária inconsciente.
Os pais são os ourives da beleza interior.
O buril do exemplo e a lâmpada sublime da bondade são os instrumentos de tua obra.
Não imponhas á formação juvenil os ídolos do dinheiro e da força.
A bolsa farta na alma vazia de educação é roteiro seguro para a morte dos valores espirituais. O poder, sem amor, gera fantoches que a verdade destrói no momento preciso.
Garante a infância e a juventude para a vida honrada e pacífica.
Que seria do celeiro se o lavrador não preservasse a semente?
Quem despreza o grelo frágil é indigno do fruto.
Faze de teu filho o melhor amigo, se desejas um continuador para os teus ideais.
Que será de ti se, depois de tua passagem pela vida física, não houver um cântico singelo de agradecimento endereçado ao teu espírito, por parte daqueles aos quais deves amor? Que recolherás na seara da vida, se não plantares o carinho e o respeito, a harmonia e a solidariedade, nem mesmo no canteiro doméstico?
Não reproves a esmo.
A tua segurança de hoje lança raízes na tolerância de teu pai e na doçura das mãos enrugadas e ternas da tua mãe.
Esqueça a cartilha da violência.
Que seria de ti sem a paciência de algum velho amigo ou de algum mestre esquecido, que te ensinaram a caminhar?
O destino é um campo restituindo invariavelmente o que recebe.
Ama teu filho e faze dele o teu confidente e companheiro.
E, quanto puderes com o teu entendimento e com o teu coração, auxilia-o, cada dia, para que não te falte a visão consoladora da noite estrelada na hora do teu repouso e para que te glorifiques, em plena luz, no instante luminoso do despertar.


Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Familiares Problema

Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.

Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.

Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.

Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.

Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.

É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.

Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.

Divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinqüência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.

Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.

Psicografia : Francisco Cândido Xavier - Livro : Na Era do Espírito - Emmanuel - Cap. 2

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por si mesmo

No contexto da existência imortal, o nascimento e a morte do corpo são fenómenos que se repetem incontáveis vezes.
Quanto à chegada nos berços do mundo, sabe-se o que ordinariamente envolve.
Entretanto, a criatura humana costuma se indagar a respeito de como será sua chegada no plano espiritual.
Por intermédio do fenómeno mediúnico, não faltam relatos a respeito dessa marcante ocorrência.
Conforme a grandeza íntima de quem desencarna, o evento se modifica.
Há os transes angustiosos e os extremamente felizes.
Contudo, em se tratando de Espíritos razoavelmente equilibrados, há um fenómeno um tanto comum.
Muitas vezes, eles são cercados por manifestações do mais puro amor.
Antigos afectos, que o tempo talvez tenha até riscado da memória, ressurgem de improviso.
Amigos, a quem supunham ter prestado pequenos serviços, repontam nesse dia novo, de braços abertos.
Sorrisos espontâneos, por flores de carinho, desabrocham em semblantes luminosos.
Quase sempre, contudo, quem chega se reconhece, nesse festival de pura alegria, como ser obscuro e endividado.
Quanto mais a bondade fulgura em torno, mais ele sente o peso da frustração.
Tem o peito à semelhança de violino quebrado, que não consegue acompanhar a harmonia de júbilo que o rodeia.
Entre a alegria de muitos pelo reencontro, deseja chorar em profundo arrependimento.
Lamenta as lutas recusadas e as oportunidades perdidas.
Deplora a passada rebeldia, ante os apelos do bem.
É que essas lutas benditas lhe teriam granjeado merecimento e luz íntima.
Lamenta também a fuga deliberada aos testemunhos de humildade, que o teriam renovado de modo definitivo.
Percebe-se amparado por indizíveis exaltações de claridade e ternura.
Contudo, por dentro, carrega remorso e necessidade de renovação.
E, por reconhecer que pouco lutou e evoluiu, suplica o retorno a um corpo de carne pois sonha com a redenção e a consciência tranquila, as quais demandam aquisições de experiência e valor.
*   *   *
Se você chora em suas lutas do dia a dia, pense bem antes de reclamar.
Perceba o valor da experiência que o dilapida com vistas a uma felicidade perene.
Entenda as dificuldades por desafios e as decepções por bênçãos.
Elas impedem que você se perca em fantasias e loucuras, em detrimento de seu objectivo real.
Abençoe o pranto que lava os escaninhos do seu ser.
Execute com paciência o trabalho que a vida lhe pede.
Um dia, os companheiros que o precederam na jornada de luz estarão com você em preces de triunfo.
Viva de modo a merecer estar com eles, livre e vitorioso!

 Redacção do Momento Espírita, com base no cap. 49, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 02.07.2011.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Uma História Chinesa

Lin casara-se e podia se dizer feliz, se não fosse um pequeno detalhe: sua sogra.
Lin amava seu marido mas não desejava aquela sogra. Especialmente porque, conforme a velha tradição chinesa, a nora deve servir a sogra.
Os meses foram se passando e o que, de início, era um desconforto, um mal-estar, foi se transformando em um terrível sentimento.
Lin odiava sua sogra e não podia conceber ter que servi-la ano após ano, na soma cadenciada dos dias.
Por isso, ela procurou um velho sábio e lhe disse que precisava de ajuda, precisava se livrar da sua sogra.
O sábio a escutou, com paciência. Depois, providenciou algumas ervas e as entregou à jovem esposa.
Essas ervas - explicou - são venenosas. Elas devem ser deixadas em infusão e servidas, uma vez ao dia, todos os dias.
E o que acontecerá? - perguntou ansiosa a consulente.
Ora, ao cabo de seis meses, sua sogra morrerá. No entanto, muito cuidado deve ser tomado a fim de que as desconfianças a respeito da morte não venham a cair sobre você.
Por isso, trate muito bem a sua sogra e quando ela morrer, chore bastante.
A jovem foi para casa feliz e, no dia imediato, começou a servir o chá com aquelas ervas para a sogra. Conforme fora orientada, começou a tratá-la muito bem.
Os dias foram passando e três meses depois, Lin se deu conta que a sogra estava diferente.
Ela não era mais tão complicada, nem chata, nem arrogante.
Quando estavam para se completar os seis meses, um grande pavor tomou conta de Lin.
Ela não queria que a sogra morresse. Afinal, se transformara numa mãe para ela.
Lin correu ao sábio. Contou o que acontecera e do seu arrependimento.
Novamente, o sábio a escutou, com calma e lhe disse que, em verdade, não fora a sogra que mudara, mas ela mesma.
Ao se casar, ela olhava a sogra como uma rival, alguém a quem seu marido pertencera e continuava pertencendo.
Tomara-se de raiva por ter que servi-la e passou a projetar nela o ódio que a si própria consumia.
Mas, a partir do momento que decidira tratá-la bem, tudo isso se evaporara.
No entanto, o que fazer agora? Ela envenenara a mãe de seu marido, ao longo daqueles meses.
O ancião a sossegou: Não eram ervas venenosas, ao contrário, de poder vitamínico. Pode continuar a servi-las no chá.
E a nora, tranquila, retornou ao seu lar, para prosseguir a viver em paz, usufruindo do amor daquela que se transformara em mãe atenciosa.
*   *   *
Nada mais destrutivo, para si e para os que a cercam, do que o ódio que a criatura conserva e alimenta no coração.
Por isso, Francisco de Assis, compreendendo esse campo psíquico de tormenta e de loucura, firmava-se na proposta do amor.
E dizia: Onde houver ódio, consenti que eu semeie amor.
Pensemos nisso e semeemos o bem imbatível e o inefável amor, que falam da presença de Deus no mundo. E sejamos felizes, desde agora.

Redação do Momento Espírita, com base em
palestra do orador espírita Divaldo Pereira Franco.
Em 13.05.2010.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Porque Morremos?

Você já se perguntou por que morremos, afinal? Não raro a morte, ao aproximar-se de nossos caminhos, traz consigo dor, saudades, incompreensão e revolta.
Se é assim, nada mais natural do que nos perguntarmos: Para que morrer? Ou, por que morrer? Será mesmo necessário passarmos, enfrentarmos situação tão dolorosa?
Se fizermos a pergunta a um filósofo, ele nos trará inúmeras propostas, discutidas e analisadas por eminentes pensadores, reflexionada por sábios e intelectuais, versando sobre a morte.
Se nos dirigirmos a um biólogo, ele trará as explicações do ciclo de vida da natureza, dos processos biológicos naturais, do envelhecimento da estrutura fisiológica.
Para esse ou aquele religioso, a resposta a essa pergunta se limitaria à expressão: É a vontade de Deus, nada mais conseguindo acrescentar. Diria que tudo o mais que cerca o fenómeno da morte é mistério de Deus, insondável para todos nós.
Mas, se alguém nos respondesse que morremos para voltar para casa, qual seria nossa reacção? O que acharíamos da ideia da morte simplesmente como o retorno ao lar?
Em verdade, o que realmente acontece, é simplesmente isso, a volta para casa, despindo-nos de um corpo físico emprestado por Deus.
Todas as vezes que nascemos, e são inúmeras essas vezes, nos vestimos de um corpo material.
No momento da concepção no ventre materno, como Espírito imortal nos vinculamos ao embrião, para conduzir seu desenvolvimento.
Assim, ao nascermos, já serão nove meses de vínculo íntimo com esse novo corpo físico, que foi, ao longo dessas trinta e seis semanas, se desenvolvendo especialmente para nossa nova existência.
Todo um mundo de novas oportunidades e de aprendizado se inicia com essa nova encarnação.
E, como quem se matricula em uma escola, Deus nos oferece a oportunidade de, ao programarmos uma nova existência, nos matricularmos na escola da vida.
Para os que aqui estamos, a Terra é abençoada escola de aprendizado, que nos oferece oportunidades inúmeras de progresso.
Todas as experiências que temos, sejam elas vinculadas aos louros da vitória e da conquista, ou sejam adornadas pela dor e dificuldades mais variadas, se constituem em aprendizado para a alma.
Assim, como todo bom estudante, devemos aproveitar ao máximo a experiência.
Aproveitar a oportunidade da reencarnação para que os dias que estejamos aqui na Terra nos tornem melhores, para que entendamos mais detalhadamente as coisas de Deus.
E não há experiência na vida que não possa se transformar em aprendizado. Mesmo nossos erros mais graves são lições que, oportunamente, através da reflexão e do amadurecimento, se transformarão em entendimento do certo e do errado.
Porém, como toda escola, também natural que, depois do período programado para o aprendizado, retornemos ao lar.
Assim se dá connosco. Dia virá onde o retorno ao lar acontecerá inevitavelmente.
E quando o retorno de alguém que amamos se dá antes do prazo que gostaríamos ou imaginávamos, que consigamos substituir a dor, ou qualquer sinal de revolta perante a vida, pelo entendimento.
O entendimento de que, nesse retorno, todos nos reencontraremos, pois estamos vinculados, os que nos amamos, por laços que desconhecem o tempo e a distância.
Encarando a morte como um até breve, jamais como um adeus, conseguiremos tranquilamente enfrentar as temporárias separações.
Pensemos nisso!
Redacção do Momento Espírita.
Em 15.06.2011.

Voem juntos, mas nunca amarrados


Conta uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo - o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas na tenda do velho feiticeiro da tribo e falaram:
 
Nós nos amamos e vamos nos casar. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã. Alguma coisa que garanta que possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até a morte.  O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia e, apenas com uma rede e tuas mãos, caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. - E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono, onde encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la, trazendo-a viva.
 
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu que, com cuidado, as retirassem. Observou então que se tratava de belos exemplares.
 
- E agora, o que faremos?  Perguntou o jovem. Nós as matamos e depois bebemos à honra de seu sangue ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?. - Não, disse o feiticeiro! Apanhem as aves e as amarrem entre si pelas patas, com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
 
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros...A águia e o falcão tentaram alçar vôo, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as aves jogavam-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar. - E o velho disse: jamais esqueçam o que estão vendo.

Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a machucar-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos...Mas nunca amarrados.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Em Matéria Afectiva

Sempre é forçoso muito cuidado no trato  com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar. Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.
Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.
Toda pessoa que lesa outra,  nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.
Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem. As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.
No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória. Jamais brinque com os sentimentos do próximo. Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.
Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.
Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.
Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

No Recinto Doméstico

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.
Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.
Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.
Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.
Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.
A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.
Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.
Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?
Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.
Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.
Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência. Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.
Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a  tranqüilidade dos outros.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Em torno da Profissão

A sua profissão é privilégio e aprendizado.
Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer  parte, será sempre um rio de bênçãos.
O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante à árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.
Toda tarefa corretamente exercida é degrau de promoção.
Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.
Se você busca melhorar-se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.
O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir.
Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume. Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empeços na própria estrada para o sucesso.
Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Felicidade

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e  traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude-se a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para uma vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ser Feliz

Augusto Cury, Dez leis para ser feliz
O que é ser feliz?


Quem conquista uma vida feliz? Será que são as pessoas mais ricas do mundo, os políticos mais poderosos e os intelectuais mais brilhantes?
Não! São os que alcançam qualidade de vida no palco da sua alma. Os que se libertam da prisão do medo. Os que superam a ansiedade, vencem o mau humor, transcendem os seus traumas. São os que aprendem a velejar nas águas da emoção. Tu sabes velejar nessas águas ou passas a vida a afundar-te?



Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.



Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da sua própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus em cada manhã pelo milagre da vida.



Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, ter parzer com os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.



Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para dizer “eu errei”. É ter ousadia para dizer “perdoa-me”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de ti”. É ter capacidade de dizer “eu amo-te”.



Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Ser feliz é ser sempre jovem, mesmo com os cabelos a embranquecer. É contar histórias para os filhos, mesmo que o tempo seja escasso. É amar os pais, mesmo que eles não te compreendam. É agradecer muito, mesmo quando as coisas correm mal. É transformar os erros em lições de vida.


Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo que não existam grandes acontecimentos. É rir das suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo que haja decepções. É ter amigos para partilhar as lágrimas e dividir as alegrias(...)É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Desejos

Desejo é realização antecipada.
Querendo, mentalizamos; mentalizando, agimos; agindo, atra-
ímos; e atraindo, realizamos.
Como você pensa, você crê, e como você crê, será.
Cada um tem hoje o que desejou ontem e terá amanhã o que
deseja hoje.
Campo de desejo, no terreno do espírito, é semelhante ao
campo de cultura na gleba do mundo, na qual cada lavrador é
livre na sementeira e responsável na colheita.
O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei,
é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar subliman-
do a vida.
Todo desejo, na essência, é  uma entidade tomando a forma
correspondente.
A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.
O pensamento é vivo e depois de agir sobre o objetivo a que
se endereça, reage sobre a criatura que o emitiu, tanto em relação
ao bem quanto ao mal.
A sentença de Jesus: “procura  e acharás” equivale a dizer: 
“encontrarás o que desejas”.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dever e Trabalho

O compromisso de trabalho inclui o dever de associar-se a criatura ao esforço de equipe na obra a realizar.
*
Obediência digna tem o nome de obrigação cumprida no dicionário da realidade.
*
Quem executa com alegria as tarefas consideradas menores, espontaneamente se promove às tarefas consideradas maiores.
*
A câmara fotográfica nos retrata por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro.
*
Quem escarnece da obra que lhe honorifica a existência, desprestigia a si mesmo.
*
Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação.
*
Na formação e complementação de qualquer trabalho, é preciso compreender para sermos compreendidos.
*
Quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador.

*  *  *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 42a edição.
CEC, 1996.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Depressões

Se trazes o espírito agoniado por sensações depressivas, concede ligeira pausa a ti mesmo, no capitulo das próprias aflições, a fim de raciocinar.

Se alguém te ofendeu, desculpa.

Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude.

Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres.

Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar.

Trabalho é lei do Universo.

Disciplina é alicerce da educação.

Circunstâncias constrangedoras assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima.

Incompreensões com relação a caminho e decisões que se adotem são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho.

Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização impossível.

Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual.

Mudanças equivalem a tratamento da alma, para os ajustes e reajustes necessários à vida.

Conflitos íntimos marcam toda criatura que aspire a elevar-se.

Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã.

Problemas enxameiam a existência de todos aqueles que não se acomodam com estagnação.

Compreendendo a realidade de toda pessoa que anseie por felicidade e paz, aperfeiçoamento e renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e, abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.

Autor Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Preocupações

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.
Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.
Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.
Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão.
Disse um notável filósofo: “uma criatura irritada está sempre cheia de veneno”, e podemos acrescentar: “e de enfermidade também”.
Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.
Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor. Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.
Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.
Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou com você ontem, aguentará também hoje.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parentes difìceis

    Aceite os parentes difíceis na base da generosidade e da compreensão, na certeza de que as Leis de Deus não nos enlaçam uns com os outros sem causa justa.
    O parente-problema é sempre um teste com que se nos examina a evolução espiritual.
    Muitas vezes a criatura complicada que se nos agrega à família, traz consigo as marcas de sofrimento ou deficiências que lhe foram impostas por nós mesmos em passadas reencarnações.
    Não exija dos familiares diferentes de você um comportamento   igual   ao   seu,   porquanto   cada   um   de   nós   se   caracteriza   pelas vantagens ou prejuízos que acumulamos na própria alma.
    Não tente se descartar dos parentes difíceis com internações desnecessárias em casas de repouso, à custa de dinheiro, porque a desvinculação real virá nos processos da natureza, quando você houver   alcançado   a   quitação   dos   próprios   débitos   ante   a   Vida Maior.
    Nas provações e conflitos do lar terrestre, quase sempre, estamos pagando pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Abra o Coração

A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.
Falava-se que o quadro era lindo.
As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados porque o pintor era, de fato, muito famoso.
Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso.
O quadro era realmente impressionante.
Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.
O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.
Houve discursos e elogios.
Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.
Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.
Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: A porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que o Visitante poderá abri-la?
É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.
A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.
*   *   *
Muitas vezes mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milénios.
Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a Visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao Seu chamado.
Todavia, muitos O chamamos de Mestre mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.
Grande quantidade de cristãos fala que Ele é o médico das almas, mas não segue as prescrições d'Ele.
Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz...
Talvez seja por esse motivo que a Humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.
Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.
E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.
Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio...
Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.
Assim, quando você menos esperar, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.
*  *  *
O olhar de Jesus dulcificava as multidões.
Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse.
Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas à conquista da felicidade.

  Redação do Momento Espírita, com base no verbete Jesus, do livro
Repositório de sabedoria, v. 2, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
 de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e história de autor desconhecido.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 11 e no livro Momento Espírita, v. 4,  ed. Fep
Em 31.01.2010.