terça-feira, 10 de julho de 2012

Curto, Bonito e Sábio


Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do
Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito
simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.

"A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente,
e esquecem-se de ser felizes."



“ NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA".

quinta-feira, 10 de maio de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Se Tiveres Amor

    Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...
    Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, instilando-lhes o hábito da peste, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
    Surpreenderás nas maldizentes criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
    Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
    Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasme o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
    Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, cada instante, para vencer o mal cada hora...
    E perceberás, então, como o Cristo, fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.

 (De "Religião dos Espíritos", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Laços de Família

Wellington Balbo – Bauru SP


Fui convidado para a festa de aniversário de casamento de 45 anos de meu tio. Compareci e dei um abraço nele e em minha tia. Ele me agradeceu, mas ela nada disse. Não por falta de educação, mas porque não tem condições para falar. Há 27 anos vitimada por uma trombose cerebral está acamada, sem falar ou mexer um músculo sequer. Mas mesmo assim meu tio fez questão de celebrar a data. E a chama de meu amor como um eterno apaixonado.
Ela nada diz, apenas olha. E há quase 3 décadas que esta família se reveza em cuidados para com minha tia que ficou inválida. Fazem papinha, trocam fralda, levam da cama para a cadeira e ainda a chamam de MEU AMOR...
Notícias assim não saem na mídia, não dão ibope, não são divulgadas...
Os órgãos de comunicação preferem os escândalos, naturalmente motivados pela nossa ânsia em saber sobre fatos lamentáveis.
Há muitos heróis anônimos por ai vivenciando o amor junto aos seus familiares. Ah, o amor é assim: serve, colabora, auxilia, renuncia e jamais abandona. Com amor nenhum fardo é pesado demais. Sem amor as mínimas dificuldades familiares são intransponíveis e motivos para deserção e esfacelamento da família.
Já alertavam os Espíritos amigos que se os laços de família se romperem haverá um recrudescimento do egoísmo. Por isso julguei oportuno divulgar este fato que presenciei. Naturalmente que eles enfrentam suas dificuldades, mas estão juntos, estreitando os laços de família.
E mais interessante ainda se torna este exemplo por estarmos no modismo dos relacionamentos descartáveis, em que se troca ininterruptamente de parceiro em busca da felicidade. Mas eis que essa felicidade jamais será encontrada nessa troca incessante patrocinada pelas paixões fugazes.
A felicidade está atrelada ao amor que oferecemos ao mundo. Quanto mais amor oferecermos ao mundo mais felizes estaremos porque traremos conosco o mais precioso tesouro: a consciência tranqüila do dever cumprido que advém do auxiliar, colaborar, renunciar...
A vida na Terra é sempre pródiga em oportunidades de progresso. Cabe-nos, então, aproveitar todas essas chances no mais abençoado educandário ao qual estamos vinculados: nossa própria família.
Pensemos nisso.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Abraço

Estudos têm revelado que a necessidade de ser tocado é inata no homem. O contato nos deixa mais confortáveis e em paz.
O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse: O abraço é o melhor tratamento para a depressão.
Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado.
Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que você se sinta mais jovem e mais vibrante.
No lar, um abraço todos os dias reforçará os relacionamentos e reduzirá significativamente os atritos.
Helen Colton reforça este pensamento: Quando a pessoa é tocada, a quantidade de hemoglobina no sangue aumenta significativamente. Hemoglobina é a parte do sangue que leva o suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro.
O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo, no caso de alguma enfermidade.
É interessante notar que reservamos nossos abraços para ocasiões de grande alegria, tragédias ou catástrofes.
Refugiamo-nos na segurança dos abraços alheios depois de terremotos, enchentes e acidentes.
Homens, que jamais fariam isso em outras ocasiões, se abraçam e se acariciam com entusiasmado afeto, depois de vencerem um jogo ou de realizarem um importante feito atlético.
Membros de uma família, reunidos em um enterro, encontram consolo e ternura uns nos braços dos outros, embora não tenham o hábito dessas demonstrações de afeição.
O abraço é um ato de encontro de si mesmo e do outro. Para abraçar é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro.
Por isso, é fácil abraçar uma pessoa estimada e querida. Mas se torna difícil abraçar um estranho.
Sentimos dificuldade em abraçar um mendigo ou um desconhecido. E cada pessoa acaba por descobrir, em sua capacidade de abraçar, seu nível de humanização, seu grau de evolução afetiva.
É natural no ser humano o desejo de demonstrar afeição. Contudo, por alguma razão misteriosa, ligamos ternura com sentimentalidade, fraqueza e vulnerabilidade. Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem.
O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e de ter valor.
É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe.
*   *   *
Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho?
Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais?
Quando você encontra um amigo, costuma cumprimentá-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal?
A emoção do abraço tem uma qualidade especial. Experimente abraçar mais.
Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva.
Que tal experimentar a terapia do abraço?


Redação do Momento Espírita, a partir de adaptação do texto. A importância do abraço, do Prof. Jorge Luiz Brand e Rolando Toro Araneda, Biodança, coletânea de textos. Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. Fep. Em 05.12.2011.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Arte de Ensinar

Dia desses um garoto de 8 anos contava para a mãe suas experiências na sala de aula. Comentava sobre cada professor, sua maneira de ser e de transmitir ensinamentos.
Dizia que gostava muito das aulas de uma determinada professora, embora não gostasse muito da matéria.
Comentava, ainda, que detestava ter que assistir as aulas de sua matéria preferida porque não gostava da professora.
Dizia, com a franqueza que a inocência infantil permite: A professora de História está sempre de mau humor. Ela grita com a gente por qualquer motivo e nunca sorri.
Quando passa uma lição e algum aluno não faz exatamente como ela mandou, faz um escândalo. Todos os alunos têm medo dela.
Já a professora de Português está sempre sorrindo. Brinca com a turma e só chama atenção quando alguém está atrapalhando a aula. Eu até fiz uma brincadeira com ela um dia desses e ela riu muito.
Depois de ouvir atentamente, a mãe lhe perguntou: E por que você não gosta das aulas de religião, filho?
Ah, falou o menino, o professor é grosseiro e cínico. Critica todos os alunos que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não respondem o que ele quer ouvir.
E, antes de sair para suas costumeiras aventuras com os colegas, o garoto acrescentou: Agora eu sei que, por mais complicada seja a matéria, o que faz diferença mesmo é o professor.
De uma conversa entre mãe e filho, aparentemente sem muita importância, podemos retirar sérias advertências.
E uma delas é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar.
Muitos se esquecem de que estão exercendo grande influência sobre as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar cidadãos nobres.
Talvez pensando mais no salário do que na nobreza da profissão, alguns tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula.
Mais grave ainda é quando se arvoram a dar aulas de Religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade, semeando no coração da criança as sementes do cepticismo.
Quem aceita a abençoada missão de ensinar deve especializar-se nessa arte de formar os caracteres dos seus educandos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente.
É preciso que aqueles que se dizem professores tenham consciência de que cada criatura que passa por uma sala de aula levará consigo, para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não.
É imprescindível que os educadores sejam realmente mestres, no verdadeiro sentido do termo.
Que ensinem com sabedoria, entusiasmo e alegria.
Que exemplifiquem a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito.
E aquele que toma sobre si a elevada missão de ensinar Religião deverá estar revestido de verdadeira humildade e da mais pura fraternidade, a fim de colocar Deus acima de qualquer bandeira religiosa.
Deverá religar a criatura ao seu Criador, independente da Religião que esta professe, sem personalismo e sem o sectarismo deprimente, que infelicita os seres e os afasta de Deus.
Por fim, todo professor deverá ter sempre em mente que a sua profissão é uma das mais nobres, porque é a grande responsável por iluminar consciências e formar cidadãos de bem.
* * *
Mestre verdadeiro é aquele que ajuda a esculpir nas almas as mais belas lições de sabedoria.
Verdadeiro professor é aquele que toma das mãos do homem, ainda criança, e o conduz pela estrada segura da honestidade e da honradez.
O verdadeiro mestre é aquele que segue à frente, sinalizando a estrada com os próprios passos, com o exemplo do otimismo e da esperança.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.
Em 31.01.2010.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Hora de Luz

Emmanuel


Quando tudo te pareça frustração e impedimento; no instante em que a solidão te obrigue a pensar e repensar; em observando os recursos necessários à própria subsistência cada vez mais distantes; no momento em que os melhores amigos te considerem incapaz para o serviço a fazer; na travessia de graves desgostos; nas épocas de crise, quando a provação te procure para demoradas visitas; ouvindo os pregoeiros do pessimismo e do desalento; diante das ocorrências complicadas e dolorosas, quando o desânimo te ameace; ou na ocasião em que todas as circunstâncias surjam conjugadas como que favorecendo a ignorância e o desequilíbrio; guarda a certeza de que estás atingindo a hora de luz em que desfrutas a oportunidade de revelar a força de tua fé e o ensejo bendito em que podes, com a bênção de Deus, esquecer o mal e fazer o bem.


(Do livro “Algo Mais", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)